Convidamos todos para participar desta ação! O Fórum Mineiro de
Educação Infantil está realizando uma campanha para que os candidatos e
candidatas comprometam-se com a defesa do direito das crianças de 0 a 6
anos à educação infantil de qualidade social.
O Fórum produziu uma carta de compromisso para ser assinada pelxs candidatxs (clique aqui para fazer o download ou leia abaixo),
que traz 22 pontos, com pautas de interesse nacional como a revogação
da Emenda Constitucixonal número 95, o fortalecimento do Fundeb como
fundo permanente de financiamento às creches, e a implantação do CAQi –
Custo Aluno Qualidade Inicial. E também temas específicos relacionados
ao estado de Minas Gerais, como o Sistema Integrado de Educação.
O objetivo do FMEI é não só que os candidatos comprometam-se com as
políticas enumeradas, mas também monitorar a atuação dos eleitos no
cumprimento das ações previstas.
FÓRUM MINEIRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL – CARTA DE DIAMANTINA COMPROMISSOS PELA EDUCAÇÃO INFANTIL EM MINAS GERAIS
Nos dias 7 a 9 de junho de 2018, foram realizados em Diamantina o IX
Encontro Ampliado do Fórum Mineiro de Educação Infantil – FMEI e o V
Seminário de Educação Infantil da Universidade Federal dos Vales do
Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Estes eventos contaram com a
participação de professoras da Educação Infantil, pesquisadores,
dirigentes e gestores públicos, ativistas de diversos movimentos sociais
de municípios mineiros, que reafirmaram uma pauta de mobilização em
defesa do direito das crianças de 0 a 5 anos e 11 meses à Educação
Infantil com qualidade social, em Minas Gerais.
Consideramos que a retomada de prescrições neoliberais dos anos 1990,
com argumentos de que pretendem racionalizar recursos, esvazia o poder
das instituições e criminaliza os movimentos sociais, visando a
desconstrução dos direitos sociais e das políticas de Educação Infantil
formuladas com a participação da sociedade organizada. Representa um
profundo ajuste fiscal e o desmantelamento de programas que vinham sendo
implementados na última década. Ajuste que penaliza o povo e resguarda
interesses das elites dominantes. Ajuste que recai sobre as crianças,
setor da sociedade que mais sofre os efeitos de crises econômicas e de
conflitos sociais. O congelamento de recursos sociais pela EC nº95/2016
agrava as desigualdades sociais. O ajuste promove a reforma trabalhista,
que precariza o trabalho e embasa o projeto excludente de reforma da
Previdência.
Representa também o avanço de uma pauta conservadora no campo das
ideias, da cultura e das práticas pedagógicas. Coloca-se em risco a
autonomia pedagógica das escolas e creches e desrespeita os direitos das
crianças à pluralidade de concepções, à diversidade cultural,
afrontando, assim, a Constituição Federal.
Diante deste cenário que se agrava no Brasil, devemos nos mobilizar e
conclamar as autoridades educacionais e os pretendentes aos cargos
eletivos nas próximas eleições gerais – Presidência da República,
Congresso Nacional, Governo do Estado e Assembleia Legislativa – para
que se empenhem na valorização da Educação Infantil como política
pública da mais alta relevância, compreendendo-a em seu caráter
intersetorial, interdisciplinar, multidimensional. E se comprometam a:
1. Revogar a Emenda Constitucional n. 95/2016;
2. Fortalecer o Plano Nacional de Educação, na perspectiva da
construção de um Sistema Nacional de Educação baseado em parâmetros
vinculantes de qualidade e equidade para todos;
3. Fortalecer a continuidade do FUNDEB, como política redistributiva,
garantindo novas fontes de recursos, a integralidade das metas do PNE
(Lei 13.005/2014), 2 ampliando em 50% a contribuição da União e
implementando o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi);
4. Assegurar a permanência das creches, no FUNDEB, consolidando-se o conceito de Educação Básica;
5. Garantir a identidade da Educação Infantil, na perspectiva das
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Resolução
CNE/CEB nº5, 2009) que determinam, juntamente com as Diretrizes
Curriculares Nacionais da Educação Básica (Resolução CNE/CEB nº4, 2010),
o ingresso no Ensino Fundamental para as crianças que completarem seis
anos de idade até dia 31 de março. Justifica-se a necessidade de
proteger e efetivar o direito das crianças de 0 a 5 anos e 11 meses à
Educação Infantil, que lhes proporcione o direito de brincar, o acesso
aos bens culturais e às aprendizagens nas diferentes dimensões da
formação humana;
6. Defender um Pacto Nacional pela Expansão e Qualidade da Educação
Infantil, que inclua financiamento para o atendimento educacional das
crianças de 0 a 5 anos e 11 meses em creches e pré-escolas; formação
(inicial e continuada) dos docentes; valorização profissional;
infraestrutura adequada e fortalecimento da oferta pública;
7. Garantir a continuidade dos programas “Brasil Carinhoso”, no
formato que vinha sendo implementado em 2015; “PNBE-Educação Infantil”;
ProInfancia e Programa de aquisição de brinquedos;
8. Ofertar o Curso de Formação Continuada Leitura e Escrita na
Educação Infantil, respeitando-se as 120 horas presenciais previstas e
sob a coordenação das universidades públicas;
9. Implementar a meta do atendimento educacional de, no mínimo, 50%
das crianças de 0 a 3 anos de idade conforme estabelecido no PNE (Lei
13.005 de 25 de junho de 2014), reconhecendo a imensa defasagem quanto à
oferta de vagas na Educação Infantil, sobretudo em relação ao
atendimento às crianças com idades entre zero e três anos (creche);
10. Garantir recursos financeiros e humanos para a implementação do
Plano de Expansão da Educação Infantil do Campo, dos povos e comunidades
tradicionais, conforme decreto nº.6.040/2007, que define a construção e
reforma de escolas, e o não fechamento de escolas públicas do campo;
11. Acompanhar e analisar os espaços destinados à oferta da Educação
Infantil e, com especial atenção, aqueles que se destinam à ampliação
das vagas para atendimento da obrigatoriedade escolar para crianças de 4
e 5 anos de idade. Defende-se a necessidade de que as turmas contem com
espaços específicos, que respeitem os Parâmetros Nacionais de Qualidade
para a Educação Infantil e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Infantil (Resolução nº 05/2009);
12. Empenhar para que as escolas construídas com os recursos do
Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede
Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância) sejam colocadas em
condições funcionamento para atender crianças na faixa etária de 0 a 5
anos;
13. Garantir a continuidade do ProInfância como política nacional de
colaboração e fortalecimento dos municípios, com ampliação do
financiamento para construção de instituições de Educação Infantil,
melhoria dos equipamentos, e assessoramento técnico pedagógico, com foco
nas metas municipais de ampliação do número de matrículas nas creches e
pré-escolas;
14. Garantir políticas de ampliação progressiva da jornada de
atendimento à criança na instituição educativa visando o tempo integral,
estabelecendo, para tanto, metas e diretrizes de forma a assegurar
estrutura física e demais condições materiais adequadas ao
desenvolvimento integral das crianças;
15. Desenvolver junto à rede de instituições de Educação Infantil do
município e comunidades escolares, processos que favoreçam a
implementação e revisão dos projetos políticos pedagógicos, e que tenham
como princípios orientadores a Lei de Diretrizes e Base da Educação
Nacional, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.
16. Fomentar e garantir a participação dos gestores, coordenadores
pedagógicos e professores/as da Educação Infantil no planejamento e
desenvolvimento de ações de formação continuada, as quais devem fazer
parte do calendário escolar;
17. Divulgar amplamente as ações de monitoramento dos Planos Estadual
e Municipais de Educação com a participação de conselheiros da
Educação, dos direitos da Criança e Adolescente, da Igualdade Racial e
técnicos do Tribunal de Contas do Estado de MG, colegiados das
instituições públicas de ensino superior, deputados estaduais e
vereadores;
18. Garantir que os profissionais que atuam na Educação infantil possuam planos de carreira que os valorizem;
19. Garantir a atuação de profissionais com a formação exigida em lei;
20. Afirmar o cumprimento da Lei nº 11.738/2008 do Piso Salarial que
fixa vencimentos ou salário inicial para as carreiras profissionais da
educação e da Resolução nº 02 de 28/05/2009 do CEB/CNE, que veda
qualquer diferenciação salarial em virtude de etapa ou modalidade de
atuação profissional;
21. Fomentar e garantir a realização de concursos públicos para o cargo de professor da Educação Infantil;
22. Apoiar a organização de Conselhos Municipais de Educação, órgãos
colegiados e permanentes do sistema municipal de ensino, com
representação paritária e de caráter deliberativo, normativo e
fiscalizador sobre os temas de sua competência, os quais contem em sua
estrutura com câmara e/ou comissão que trate dos assuntos da Educação
Infantil.
Nesta “Carta Compromisso” destacamos as pautas aprovadas na Plenária
do Fórum Mineiro de Educação Infantil, em Diamantina, no dia 8/6/2018, a
serem encaminhadas 4 aos candidatos às eleições de 2018, para que as
incorporem em seus projetos/compromissos de campanha.
Solicitamos, aos candidatos aos cargos eletivos, a assinatura desta
Carta, na qual firmam compromissos de efetivação e implantação, em seu
mandato, se eleitos forem, das prioridades acima mencionadas, visando o
avanço das políticas públicas para a Educação Infantil no Estado de
Minas Gerais.
Fórum Mineiro de Educação Infantil
Diamantina, 08 de junho de 2018.
O FMEI foi criado em 1998 por setores da sociedade civil, organismos governamentais e não governamentais, conselhos e outros agentes sociais que reconheceram a importância de se constituir um espaço de mobilização, de veiculação de informações e de reivindicações no qual pudessem protagonizar políticas comprometidas com a infância e seu direito à educação de qualidade. São três frentes de ação: Mobilização, Informação e Formação.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Campanha/ Mobilização: #imprimenossacoleção
Fórum Mineiro lança campanha de mobilização para a impressão do material formativo do projeto “Leitura e Escrita na Educação Infantil”
O Fórum Mineiro de Educação Infantil de Minas Gerais e a
equipe do projeto “Leitura e Escrita” lançaram uma campanha mobilizando
as professoras que estão participando das formações do PNAIC (Pacto
Nacional pela Alfabetização na Idade Certa) para que enviem mensagens
para o Ministério da Educação solicitando a disponibilização do recurso
financeiro para que o estado de Minas Gerais possa imprimir o material
didático da formação. A convocação sugere um texto modelo e traz o
contato dos gestores públicos do MEC que sugerem ser contactados. Veja a
campanha, na íntegra.
“Queridas formadoras,
Conforme sugerimos no nosso primeiro encontro presencial em Belo
Horizonte, seria interessante se todas aquelas pessoas que se sentissem
confortáveis em fazê-lo encaminhassem mensagens solicitando ao MEC a
disponibilização do recurso já autorizado para que a Secretaria de
Estado da Educação de Minas Gerais imprima a Coleção Leitura e Escrita
na Educação Infantil. Elaboramos um texto (abaixo) que pode ser
modificado ou mesmo ignorado. É apenas uma sugestão. Seguem os endereços
eletrônicos das pessoas que podem nos ajudar a resolver essa pendência.
Prezados gestores,
Somos professoras da Educação Infantil de Minas Gerais. Fomos
informadas sobre a pendência na liberação de recursos, pelo MEC, para
impressão dos cadernos da Coleção Leitura e Escrita na Educação
Infantil.
Escrevemos para solicitar que o recurso seja liberado o quanto antes
para que possamos ter acesso ao material impresso. Temos muito interesse
em nos capacitar e estamos fazendo o melhor que podemos, mas a
impressão do material é condição imprescindível para que nossa formação,
via PNAIC, se concretize em práticas educativas de qualidade para
nossas crianças. Fazemos nossa parte e pedimos ao MEC e à Secretaria de
Estado da Educação de MG, que faça a sua também. Por favor, liberem o
recurso para que o Governo de Minas Gerais possa imprimir nossas
coleções. Obrigada,
Contatos:
Carolina Helena Micheli Velho
carolina.velho@mec.gov.br
carolvelho@gmail.com
Fabiana Oda
FabianaOda@mec.gov.br
Evilen Campos
EvilenCampos@mec.gov.br
Silvia De Araujo Donnini
silvia.donnini@mec.gov.br
Mirna Franca da Silva de Araujo
MirnaAraujo@mec.gov.br
Secretaria de Educação Básica
seb@mec.gov.br
Secretário: Rossieli Soares da Silva
Esplanada dos Ministérios, Bl. “L” – 5º Andar – Sala 500 70047-900 – Brasília – DF
Fone: (61) 2022 8318 / 8320 / 8319
E-mail: gabinete-seb@mec.gov.br
Chefe de Gabinete: Calina Mafra Hagge
Esplanada dos Ministérios, Bl. “L” – 5º Andar – Sala 500 70047-900 – Brasília – DF
Fone: (61) 2022 8318 / 8320 / 8319
E-mail: gabinete-seb@mec.gov.br
Assessora de Gabinete: Daniela M. de Franco Ribeiro
Esplanada dos Ministérios, Bl. “L” – 5º Andar – Sala 500 70047-900 – Brasília – DF
Fone: (61) 2022 84 08
E-mail: gabinete-seb@mec.gov.br
Assessora de Gabinete: Lúcia Tiyo Saito
Esplanada dos Ministérios, Bl. “L” – 5º Andar – Sala 500 70047-900 – Brasília – DF
Fone: (61) 2022 99 39
E-mail: gabinete-seb@mec.gov.br
Diretoria de Currículos e Educação Integral
Diretor: Raph Gomes Alves
Esplanada dos Ministérios, Bl. “L” – Anexo II – Sala 300 70047-900 – Brasília – DF
Fone: (61) 2022 9208 / 9211
E-mail: dicei@mec.gov.br
Coordenação-Geral de Educação Infantil
Coordenadora-Geral: Carolina Helena Micheli Velho
Esplanada dos Ministérios, Bl. “L” – anexo II – Sala – 313 70047-900 – Brasília – DF
Fone: (61) 2022 8441
E-mail: educacaoinfantil@mec.gov.br
Diretoria de Formação e Desenvolvimento dos Profissionais da Educação Básica
Esplanada dos Ministérios, Bl. “L” – 5º Andar – Sala 503 70047-900 – Brasília – DF
Fone: (61) 2022 8426
E mail: dceseb@mec.gov.br
Diretoria de Apoio às Redes de Educação Básica
Diretora: Renilda Peres de Lima
Esplanada dos Ministérios, Bl “L” – 5º Andar – Sala 505 70047-900 – Brasília – DF
Fone: (61) 2022 8350
E-mail: dage@mec.br
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Relato Reunião Ampliada FMEI dezembro 2017
RELATO
REUNIÃO DA COMISSÃO ARTICULADORA E COLABORADORES/AS DO FMEI
DATA:
7/12/2017 HORÁRIO: 9 às 17h.
LOCAL:
FAE/UFMG
ASSUNTOS
TRATADOS
Um
lanche variado e farto foi servido antes da abertura da reunião com
os produtos que cada participante trouxe para compartilhar com
colegas.
No
auditório Neidson Rodrigues, a Profa Monica Corrêa (FAE/UFMG) abriu
a reunião cumprimentando os presentes e relatando brevemente o que
havia acontecido no dia anterior na UFMG: uma ação coercitiva (PF)
contra os dirigentes da UFMG e a disseminação pela mídia de que
havia corrupção no desenvolvimento do Projeto do Memorial da
Anistia, sob a responsabilidade da referida universidade. Afirmou que
pode haver algum erro administrativo neste projeto, a ser revisto
logo que os responsáveis técnicos tomarem conhecimento. Para isto,
existem instâncias controladoras como a CGU e TCU. Após esta
explanação que incluiu uma análise do momento político de ruptura
do Estado de Direito, foram
apresentadas
as contribuições históricas da UFMG em vários campos do
conhecimento relativas às problemáticas estruturais brasileiras,
assim como outras universidades públicas, que atualmente tem sido
alvo de ações repressivas e intimidadoras. Foi lido o “Manifesto
do FÓRUM MINEIRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL(FMEI) a favor da Comissão
da Verdade em Minas Gerais/Construção do Memorial da Anistia e
contra a “Operação Esperança Equilibrista”, por uma profa
participante da reunião. Todos os participantes da reunião
aprovaram o referido Manifesto levantando-se e aplaudindo-o.
A
partir deste momento cada participante se apresentou, indicando seu
município e atuação na EI. Compareceram à reunião (58)
cincquenta e oito
pessoas entre ativistas, professoras/es da EI, professores/as
e pesquisadores/as do Ensino Superior, sindicalistas, predominando
gestoras/es públicas/os do campo da Educação de várias regiões
de MG.
A
pauta e a dinâmica desta reunião foi apresentada e dado início ao
primeiro tema a ser tratado sob a responsabilidade de Angela Barreto
e Regina Melo da Comissão Articuladora do FMEI:
Desafios atuais da Educação
Infantil Pública em Minas Gerais: pautas prioritárias do FMEI
Uma
série histórica (2010-2014) sobre o acesso à creche e pré-escola
em MG feita por uma equipe da SEE/MG foi apresentada para situar a EI
em MG. Evidenciou-se uma expansão da EI até 2013, predominando a
oferta de creche. A desigualdade entre a oferta de creche e
pré-escola permanece, mas foi significativo o crescimento da oferta
nas creches. A partir de 2013 há uma queda na expansão. Regina
observou que esta expansão de 2010 a 2013 pode ser creditada ao
Proinfância, citando a fala da Profa Macaé no Encontro Nacional do
MIEIB. Maria do Carmo (SEE/MG) informou que a oferta de pré-escola
continuou crescendo até os dias atuais, atingindo quase 100%. Regina
então colocou uma questão: Como esta expansão está ocorrendo? A
questão do acesso à creche e pré-escola precisa ser acompanhada de
indicadores de qualidade e de atendimento público. Citou os dados
que levantou em 2013 relativo a turmas multietapa ( Crianças da
EI+EF) na pesquisa para o Mestrado. Havia em 2013 624 turmas
multietapas, sendo 550 (rural) e 74 ( urbanas). Há no marco legal da
Educação do Campo formulado pelo CNE/CEB que determina:
[…]
a oferta de EIi e EF devem ocorrer nas próprias comunidades,
evitando-se os processos de nucleação de escolas e de deslocamento
das crianças. (Diretrizes Nacionais Complementares da política de
educação do campo, Brasil, 2008, art.3º)
Em
nenhuma hipótese serão agrupadas em uma mesma turma crianças de
Educação Infantil com crianças do Ensino Fundamental. (DNCPEC,
2008, art.3º, §2º)
Porque
há tantas turmas multietapas, que significa “crianças fora de
faixa e fora do lugar”? Estas turmas são indicativas de concepções
equivocadas sobre a EI, um desrespeito às crianças, às professoras
e às famílias.
Também
foram apresentados dados sobre os Sistemas Municipal (SME) e Estadual
(SEE/MG) de Ensino, predominando municípios integrados ao SEE-MG.
Este cenário aponta a importância do Sistema Estadual para a EI,
que assume as funções de regulamentação da Educação Infantil e
atos de autorização de funcionamento de escolas, na maioria dos
municípios mineiros.
Regina
problematizou o período da fonte dos dados apresentados e a
importância de ter acesso a fontes atuais para o planejamento e o
alcance das metas do PNE/PME. Algumas participantes apontaram outras
fontes que têem utilizado para o cálculo da cobertura de
atendimento em creche e pré-escola, como os dados demográficos do
Sistema de Saúde. Depois foram apresentados 2 mapas organizados para
mostrar as médias de cobertura em territórios de MG, localizando as
regiões onde o acesso está muito abaixo do percentual médio
atingido por MG. Também foi problematizado que as médias escondem
muitas desigualdades, mas para ter uma visão geral da EI em MG e
identificar a região com os indicadores mais baixos em 2010 este
exercício de leitura comparativa é importante, especialmente porque
avalia o período final do PNE anterior (2001-2010).
Regina
apresentou uma síntese dos desafios e proposições apontadas no
Encontro Nacional do MIEIB (BH, set.2017), destacando algumas pautas
prioritárias para o FMEI em 2018:
DESAFIOS
E PROPOSIÇÕOES EM TEMPO DE INCERTEZA E REDUÇÃO DE DIREITOS
SOCIAIS:
-
Lealdade às crianças de 0 a 6 anos (Brasil/MG) – “redução de danos – salvar o salvável.”
-
Justicialização – Direito a Educação Infantil, na perspectiva coletiva – presença de atores sociais que pautam o acesso e qualidade da educação infantil, além dos operadores da justiça.
-
Valorização da intersetorialidade das políticas públicas.
-
Dimensão educativa do conjunto das políticas sociais neste momento e continuamente.
-
Importância da EI no debate sobre concepção de Justiça Social - pelo direito à Educação Infantil, como espaço público não doméstico, onde as conquistas coletivas dos movimentos sociais ( mulheres, feministas, negros, de orientação sexual, educação especial, quilombolas, indígenas, etc) colaboram pelo reconhecimento das crianças como sujeitos históricos e culturais, na perspectiva da emancipação social.
-
Financiamento da Educação Básica-EI - Acompanhamento e incidência para que o Fundeb – fundo contábil redistributivo permaneça, garantindo consensos técnicos e políticos antes de 2020, evitando o vazio normativo.
-
CAQi - regulador dos valores Fundeb, inverter no PNE - CAQi no lugar do PIB.
-
CAQi - Afirmação dos custos da concepção de Educação Infantil nas DCNEI ( Brasil, 2009).
DIMENSÕES
FUNDAMENTAIS DO MIEIB
-
capilaridade em todo território nacional,
-
conhecimento da complexidade do momento político atual e importância da EI na disputa pela Justiça Social.
-
Finalidade do movimento =>compromisso com a garantia dos direitos das crianças de 0 a 6 anos à Educação Infantil.
-
parceiros sociais
DIANTE
DESTE CENÁRIO:
-
Como vamos nos organizar em MG para fortalecer a defesa do direito à igualdade na educação infantil pública com qualidade social, articulado ao direito à diferença?
-
Como capilarizar a atuação do FMEI /MIEIB no processo de redemocratização da sociedade brasileira e dos embates de concepção na educação infantil e sobre Justiça Social?
A
Organização de Fóruns Regionais de EI está na pauta de trabalho
do FMEI desde 2014. O FMEI fazia 2 Encontros Ampliados anuais. Este
ano devido ao Encontro Nacional do MIEIB ter sido em BH não
programamos estes encontros. Esta prática é muito importante para a
mobilização dos atores sociais e no ano de 2018 teremos eleições,
portanto o período para realiza-las será o 1º semestre..
Os
Fóruns Regionais poderiam assumir a experiência de organizar
Encontros Ampliados IntineirantesItinerantes?
Estas
perguntas direcionadas para a Roda de Conversa prevista com os Fóruns
Regionais existentes e para os que estão se preparando para
lança-los foi aberta para todos os participantes, que passaram a se
inscrever para manifestar o interesse de organizar um Fórum Regional
de EI em MG e/ou de acolher o Encontro Ampliado em sua região.
A
proposta de associar o lançamento de um Fórum Regional em um
Encontro Ampliado IntineiranteItinerante mobilizou o interesse de
muitos participantes. Lucineide disse que estava representando o
FREIMJ
e o Fórum do Alto Jequitinhonha ( em fase de organização),
justificou que o Prof. Sandro não pode participar desta reunião. E
explicou que para a
coordenação do FREIMJ
está muito difícil devido ao número de municípios
que
abrangem
as duas mesorregiões(
total de 83)
e, portanto,
vem trabalhando com o Prof. Sandro da
UFVJM – Campus Diamantina
para que
seja criado
outro Fórum Regional
que
acolha o Alto,
médio e baixo
Jequitinhonha.
Foi
feito um balanço dos fóruns de EI em MG:
Fóruns
Regionais de EI ativos:
FREI Zona da Mata (152 municípios, sede - Juiz de Fora), Fórum Sul
Mineiro de Educação Infantil ( nº municípios ?, Parceria: UFLA,
Reuniões IntineirantesItinerantes nos municípios) FREIVMJ FREIMJ
do Vale do Mucuri e Jequitinhonha ( 83
municípios – sede
Teófilo Otoni, parceria UFVMJ).
Fóruns
Regionais em fase de organização e
seus articuladores:
Alto Jequitinhonha ( Prof.Sandro Vinicius – UFVJM – Campus
Diamantina); Campo das Vertentes ( Profa Amanda Valiengo - UFSJR)
Interesse
manifesto na reunião em organizar Fórum Regional de EI:
Região Metropolitana de BH ( BH e Betim); Região de Pirapora e
Região de Januária .
A
representante de Itaobim ( 630km) apontou que o deslocamento(630km)
para BH pode ser mais distante, mas envolve um trajeto único e o
transporte coletivo é certo para a capital. Os Encontros Ampliados
em outros municípios complicariam a participação.
Houve
um acordo entre os participantes de que os Encontros Ampliados e
IntineirantesItinerantes são importantes para ampliar a
participação, visibilidade e legitimidade do FMEI, especialmente
neste momento político. Pirapora e Januária enfatizaram muitos
aspectos do contexto político (interesse das Secretárias Municipais
de Educação) e turísticos ao se candidatarem para sediar o
1ºEncontro Ampliado fora de BH. Outros Candidatos também destacaram
seus motivos e qualidades hospitaleiras : Juiz de Fora, Alto do
Jequitinhonha (Diamantina), Sul Mineiro, Januária, Itajubá, , São
João del Rei, Pirapora e RMBH.
Foram
estabelecidos critérios para a escolha de um Município para sediar
o 1º Encontro Ampliado Itinerante:
Fórum regional ou municipal
em vias de finalizar a organização.
Fórum regional que agrega
muitos municípios.
Fórum regional que articule
apoios significativos.
Fórums regional que integra
municípios com pautas especificas locais: EI do campo, Quilombola;
Indígena.
Foram
levantados outros compromissos que o FMEI assume historicamente
(2018):
Encontro Nacional do MIEIB –
Manaus
Encontro Região Sudeste –
não definido local –
O que vamos priorizar na EI
para pautar em 2018, junto a candidatos para presidente, governador,
Câmera Federal e Estadual.
E
compromissos assumidos a partir da integração do FMEI ao Fórum
Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais, desde 2016 (
Otávio e Luciene –representantes) e a partir de 2017 ( Regina Melo
e Lilian –UEMG).
Como
vamos arrecadar recursos financeiros para representar o FMEI nestes
Encontros?
Após
o intervalo do almoço Andréa (FREIZM) nos convidou para uma Roda de
Congado ( Canção de Entrada, Tá caindo Fuló e Canção de saída),
cantorias em torno do Rei e da Rainha Conga. Mônica Corrêa (
FAE/UFMG) , Ana ( SRE
– Campo Belo) e Macaé ( secretária de Estado da Educação de MG)
foram coroadas e cobertas com mantos de cetim e chita e cada
participante usava um xchale colorido. Esta brincadeira, animou a
todos e todas e segundo Andréa ( que comandou a roda ) as crianças
da EI a acolhem com alegria em Juiz de Fora. Andreia já apresentou a
Roda do Congado no Museu de Artes e Ofícios de BH e foi um sucesso,
atualmente está organizando a Pedagogia do Congado, em Juiz de Fora.
Mesa
2 -Política
e Educação Infantil no Brasil/Minas Gerais hoje
Palestrantes:
Profa
Macaé Evaristo – Secretária de Estado da Educação de MG
Deputado
Patrus Ananias
Profa
Glória Giudice - Assessora da Secretaria da Educação do Estado de
Minas Gerais. Ex secretária municipal de educação de Coronel
Fabriciano.
Coordenação:Profa
Iza Luz ( NEPEI)
Profa
Macaé Evaristo
- Secretária de Estado da Educação de MG
Situou
o reconhecimento recente da EI e neste momento em que o Estado de
direito está sob ameaça, afirmou que as crianças são as mais
penalizadas, entre elas as mais pobres e negras. O perfil da maior
parte dos municípios foi caracterizado pela dependência do Fundo de
Participação dos Municípios. Desta forma, MG carece de uma boa
infraestrutura nas escolas de EI ( creche e pré-escola) e do EF. MG
é o Estado com a menor cobertura de pré-escola da Região Sudeste.
Destacou
a importância da permanência do Fundeb, a revogação da EC nº 95
( Brasil, 2016) para reverter a situação da oferta pública de EI
em MG, muito fragilizada.
Ressaltou
a importância do FMEI e a aproximação com as professoras e com os
pais/responsáveis. A agenda pública precisa valorizar e ampliar a
interlocução com os movimentos sociais.
Como
nos posicionar? Coletivamente principalmente, conversar com as
mulheres chefes de família. Reconstruir os laços com o movimento
popular, por meio de contatos com pequenos grupos. Pensar junto para
saber quais as saídas.
O
que precisamos fazer para não recuar? ( O risco é voltar para o
final do século XIX)
-
Lutar contra a crise na lógica do governo federal, que atinge os
trabalhadores que tem como função a garantia de direitos na
política pública.
-
Não podemos recuar da esfera pública. BH está com um TAC – que
prega como solução compra de vaga de escola privada com recursos
públicos.
-
Pensar esquemas de financiamento para construção de creche: Minha
casa, minha vida.
-
Pensar como intervir para que a EI do Campo não piore ainda mais.
-
Direito à EI – Quilombolas e Indígenas.
-
Pontuou as dificuldades do gestor municipal para dar respostas em um
momento que os investimentos para a expansão de escolas da EI estão
sendo reduzidos.
Profa
Glória Giudice-
Analisou
a disposição dos dirigentes e gestores para organizar as
Conferências Municipais e Territoriais em MG – que atingiu 611
municípios, representando 72% destes em um Estado que totaliza 853
municípios. Ainda mais que os dirigentes municipais tiveram 2 meses
para organizar este evento ( setembro até 25/11).
PNE
– legítimo instrumento de planejamento. Municípios se não se
engajarem para cumprir os PME ficarão sozinhos na expansão da EI.
Para
o próximo ano – CONAPE Estadual – 22 a 24 de março de 2018
CONAPE
Nacional – Abril 2018
Importância
Eixo IX – Só para MG – oportunidade de um espaço para negociar
condições de infraestrutura para creche e pré-escola, entre outras
dimensões.
Patrus
Ananias
Sintetizou
a conjuntura nacional: desmonte dos direitos sociais e da soberania
da nação.
Preponderância da economia na
análise – acúmulo de capital, luta de classes, determinante para
impor ao mundo os valores da sociedade capitalista como se fossem
universais.
Brasil
– país é dependente do mundo capitalista. Não temos um projeto
de nação.
Onde
chegamos? Porque chegamos? Estado submetido aos interesses do grande
capital-
coronelismo e privatização.
Citou
momentos históricos para demarcar a dependência do Brasil dos
países que dominavam o mundo, representados por partidos construídos
no Brasil - Proclamação da república até 1930 – totalmente
apropriado pelo partido hegemônico.
Juscelino
para construir BSB em quatro anos – facilitou para as grandes
empreiteiras.
Atualmente,
é o país que cobra menos imposto. Por isto atrai grandes empresas
mineradoras.
Presidencialismo
de coalisão – não têm um conteúdo ideológico.
Projeto
de nação – patrimônio nosso. O país encontra consigo se
colocando de pé. Desenvolvimento regional – diversidade regional é
uma riqueza com grande potencial.
Território,
Democracia participativa, Orçamento participativo, Cidadania,
Intersetorialidade ,
Educação é a mais importante.
Após
a sua fala uma representante do Sind Rede manifestou-se contra a
política municipal de EI em BH, enfatizando que há muitas profas
excedentes ( 500) e que a população está descontente com os cortes
no horário de atendimento, predominando o período parcial inclusive
para crianças de 2 anos. A sindicalista não apontou em que direção
a expansão precisa caminhar e não apontou saídas para o
atendimento da demanda que cresce ainda mais em períodos de crise
econômica.
Mônica
antes de passar a palavra para a mesa responder as questões, situou
o TAC assinado pelo procurador da PBH e pelo represente do Ministério
Público. E argumentou que diante da ameaça da compra de vagas é
preciso investir no atendimento público.
Afirmou
que a PBH mesmo em tempos de mais recursos públicos para acesso à
EI sempre investiu em atendimento nas EMEF com espaço ocioso e
reformadas.
Questões
para a mesa:
-
Cobrança de
posição do FMEI sobre a PMEI – BH ( sindicalista do Sind Rede).
-
Qual a estratégia para revogar a EC nº 95? Plebiscito revogatório
( proposta Roberto Requião – PMDB ) Atualmente é impossível, a
correlação de forças é desfavorável.
Macaé
lembrou que o Prefeito de Reggio Emília veio a BH e afirmou que a
cidade não daria conta deste modelo de atendimento público.
A
representante do Sind Rede e Macaé apontaram que a falta de um
debate entre a PBH e a população fragiliza as decisões tomadas
pela SMED, pois estas afetam as famílias.
Sobre
o Cadastro Único implantado pela SMED, Regina apontou que esta ação
executada pela atual gestão consta do Plano Municipal de BH. São
cinco estratégias relativas à meta 1 sobre a captação de demandas
e indicadores de cobertura de creche e pré-escola no Plano Municipal
de Educação de BH ( Lei 10.917, 2016). Neste sentido é preciso
valorizar o cumprimento de um meio importante para o planejamento da
expansão, embora estejam voltadas para a gestão da demanda pela
SMED. Isto dá visibilidade à demanda quantitativa, mas qual o
padrão e modelo de atendimento que a população de BH demanda? Isto
precisa ser pesquisado.
Decisões
tomadas:
1.Pelos
critérios estabelecidos foi escolhido o Fórum Regional Alto
Jequitinhonha, com sede em Diamantina para a realização do I X
Encontro Ampliado Itinerante
do FMEI e
Itinerante, em junho de
2018, quando será desmembrado o
FREIMJ
e criado
com o apoio do FMEI e
UFVJM, o
Fórum Regional
de Educação
Infantil
do Vale
do Jequitinhonha.
2.
A representante de Januária e o representante de Pirapora assumiram
o compromisso de levantar em suas regiões os desafios atuais e os
potenciais parceiros para apresentarem no Encontro Ampliado
IntineiranteItinerante em Diamantina, em 2018.
3.
As contribuições dos participantes somaram R$291, 75 ( duzentos e
noventa e um, setenta e cinco centavos) que após acertos da água
comprada para servir aos integrantes da mesa ( R$15,00) e cópias
xerox ( R$10,00) resultou em R$266,75 (duzentos e sessenta e seis
reais e setenta e cinco centavos). Este valor deve ser aplicado em
despesas com eventos e participação dos integrantes dos fóruns.
4.
Enviar um relato desta reunião para todxs xs participantes, criando
um Grupo específico para comunicações GT Regionais – FMEI
Pendências
-
Posicionamento público do FMEI em relação à política municipal
de Educação Infantil /BH .
-
Definição de data e o
tema central do Encontro Ampliado Itinerante e colaborações para
organização.
-
Como e com que recursos financeiros iremos cumprir a agenda prevista
para 2018 do FMEI?
-
Como apoiar outros grupos que manifestaram o desejo de organizar
Fóruns Regionais?
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
MANIFESTO DO FÓRUM MINEIRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL(FMEI) A FAVOR DA COMISSÃO DA VERDADE EM MINAS GERAIS/CONSTRUÇÃO DO MEMORIAL DA ANISTIA E CONTRA A OPERAÇÃO “ESPERANÇA EQUILIBRISTA”
Belo Horizonte, 5 de dezembro de 2017.
O Fórum Mineiro de Educação Infantil (FMEI), um coletivo de professoras, pesquisadoras e
ativistas que após um longo período antidemocrático, organizou em 1998, um movimento
social pela garantia do Direito à Educação Infantil, vem manifestar sua indignação com a
“Operação Esperança Equilibrista”, ironia e escárnio deslavado dos golpistas contra a direção
da UFMG.
Este evento comandado pela Polícia Federal ocorre em um contexto de criminalização,
descrédito do trabalho intelectual e da Universidade pública, assim como dos Movimentos
Sociais. No entanto, exalta-se as iniciativas privatistas, apontadas por políticas neoliberais,
como soluções para o enfrentamento de problemas estruturais brasileiros.
A convergência entre a repressão policialesca (PF), a intervenção com o apoio do Tribunal de
Contas da União (TCU) e da mídia não é por acaso. Emerge como instrumentos do Estado de
exceção, que incrimina os setores que se abrem ao enfrentamento de problemas da sociedade
brasileira, tomando como objeto de conhecimento público, a memória e a justiça no período
ditatorial.
A construção do Memorial da Anistia revela uma visão histórica de vital importância para as
novas gerações, sujeitos de direito à memoria. Ao criminalizar os que se comprometem em dar
continuidade à construção do Memorial da Anistia em Belo Horizonte intensificam a volta do
obscurantismo, que silencia e amordaça os que lutam pelas liberdades democráticas.
Manifestamos nossa solidariedade aos dirigentes e ex-dirigentes da UFMG, violentados por
uma ação coercitiva, que deve ser objeto de julgamento. Estendemos à comunidade
universitária da UFMG nossa solidariedade e apoio.
Comissão Articuladora do FMEI
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Vem aí o XXXIII Encontro Nacional do MIEIB! - 20 a 22 de setembro de 2017
O Fórum Mineiro de Educação Infantil e o Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB) convidam Vossa Senhoria a participar do XXXIII Encontro Nacional do MIEIB, a ser realizado nos dias 21 e 22 de setembro de 2017, em Belo Horizonte/MG.
O encontro será um momento de reflexão, aprofundamento do debate sobre a Política de Educação Infantil do Brasil na conjuntura atual e também a comemoração dos 18 anos de atuação do MIEIB e gostaríamos de ter a honra de contar com sua participação.
O XXXIII Encontro Nacional de Educação Infantil do MIEIB terá como objetivos:
- Contribuir para o debate sobre política e educação infantil no Brasil;
- Promover a reflexão sobre a política de financiamento da Educação e a nova lei do Fundeb;
- Discutir os impactos na Educação Infantil dos processos de judicialização e justicialização da Educação;
- Aprofundar o debate sobre a Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil;
- Aprofundar o debate sobre diversidades e Educação Infantil;
- Construir, de forma articulada, com os Fóruns Estaduais de Educação Infantil, os gestores públicos e organizações parceiras uma agenda política de intervenção nas políticas públicas de Educação Infantil.
O evento será realizado no Auditório Neidson Rodrigues da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, campus Pampulha (Avenida Antônio Carlos, 6.627), Belo Horizonte/MG.
Solicitamos, por gentileza, a realização da inscrição pelo link:
Contando com sua presença e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.
O presente é tão grande, não nos afastemos Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas (...)
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes.
A vida presente.
Drummond
quarta-feira, 19 de julho de 2017
IV Seminário da Educação Infantil Múltiplos Olhares sobre o direito das crianças à Educação Infantil: instituições, dispositivos e diversidade
IV Seminário da Educação Infantil Múltiplos Olhares sobre o direito das crianças à Educação Infantil: instituições, dispositivos e diversidade
Material de apresentação do evento
Cartaz divulgação
Data: 10, 11 e 12 de agosto de 2017
Local: Diamantina - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM
Público alvo: professores de Educação Infantil e educadores infantis do Município de Diamantina e
região; professores da rede estadual de ensino; alunos de graduação e pós-graduação; integrantes do
Fórum Mineiro de Educação Infantil (FMEI) e Fórum Regional de Educação Infantil do Mucuri e
Jequitinhonha (FREIMJ).
Breve Programação:
Dia 10 de agosto de 2017
19:00 —Abertura
20:00 — Conferência inaugural
Isabel de Oliveira e Silva—FaE/UFMG
Dia 11 de agosto de 2017
19:00—Mesa Redonda:
Dispositivos institucionais utilizados
na promoção dos direitos das crianças
à Educação Infantil
Dia 12 de agosto de 2017
09:00—Oficinas e mini-cursos
13:00—relatos de experiência
sobre a oferta de Educação
Infantil (municípios participantes do evento)
Material de apresentação do evento
Cartaz divulgação
Data: 10, 11 e 12 de agosto de 2017
Local: Diamantina - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM
Público alvo: professores de Educação Infantil e educadores infantis do Município de Diamantina e
região; professores da rede estadual de ensino; alunos de graduação e pós-graduação; integrantes do
Fórum Mineiro de Educação Infantil (FMEI) e Fórum Regional de Educação Infantil do Mucuri e
Jequitinhonha (FREIMJ).
Breve Programação:
Dia 10 de agosto de 2017
19:00 —Abertura
20:00 — Conferência inaugural
Isabel de Oliveira e Silva—FaE/UFMG
Dia 11 de agosto de 2017
19:00—Mesa Redonda:
Dispositivos institucionais utilizados
na promoção dos direitos das crianças
à Educação Infantil
Dia 12 de agosto de 2017
09:00—Oficinas e mini-cursos
13:00—relatos de experiência
sobre a oferta de Educação
Infantil (municípios participantes do evento)
quinta-feira, 29 de junho de 2017
BNCC da Educação Infantil em Debate na FAE UFMG - NEPEI e FMEI convidam
DEBATE
NEPEI E FORUM MINEIRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL CONVIDAM
TEMA:
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Dia:
28/06/2017, 19 horas
Local:
FAE/UFMG/Auditório Neidson Rodrigues
EXPOSITORAS:
Angela Rabelo Barreto
Zilma Ramos de Oliveira
COORDENAÇÃO:
Mônica Correia Baptista
PÚBLICO
PRESENTE: membros do Fórum Mineiro de Educação Infantil,
professores e alunos de graduação e pós-graduação da FAE/UFMG e
de outras instituições de ensino superior, professores e gestores
de educação infantil de Belo Horizonte e de municípios do
interior, outros profissionais da área. Devido ao número de
participantes, extrapolando a capacidade do auditório, foi
providenciada a transmissão para a sala de teleconferências, com
público também esgotado.
O
objetivo do evento foi o de dar uma visão geral sobre a BNCC da
Educação Infantil e seus fundamentos, o processo de construção
das versões, as diferenças entre a segunda versão e a versão
final encaminhada ao CNE, e sensibilizar para a importância do
posicionamento dos profissionais da área junto o Conselho Nacional
de Educação, responsável pela formulação do documento definitivo
da BNCC.
A
professora Angela Rabelo Barreto apresentou a legislação nacional
que fundamenta a BNCC-EI e apontou outras justificativas para sua
construção, como a oportunidade de consolidação da identidade da
educação infantil. Situou a BNCC-EI na história das discussões e
ações do Ministério da Educação/COEDI com respeito a
currículo/propostas pedagógicas. Mencionou os estudos sobre as
propostas pedagógicas implementadas nos estados e municípios,
realizados pela COEDI em vários momentos (1995-1996; 2008-2009;
2011-2012-2013, 2015-2016), nos quais foram analisadas tendências,
forças e fraquezas, buscando-se dialogar com as intenções postas
nesses documentos. Enfatizou o diálogo estabelecido entre o MEC, os
pesquisadores e especialistas, os professores e gestores das redes de
ensino e membros de conselhos e outras entidades envolvidas com o
tema nos diferentes momentos de elaboração dos documentos
orientadores nacionais. Em seguida, deu uma visão geral sobre a
BNCC-EI, sua fundamentação nas Diretrizes Curriculares Nacionais da
Educação Infantil de 2009, apresentando o que é proposto na
segunda versão como organização curricular: os direitos de
aprendizagem e desenvolvimento, os campos de experiências e os
objetivos por idade das crianças (até 18 meses, de 19 meses a 3
anos e 11 meses e de 4 anos a 5anos e 11 meses).
A
professora Zilma de Oliveira aprofundou nesses vários elementos da
base curricular, especialmente no significado de campos de
experiências. Justificou a escolha de campos de experiências para a
organização do currículo na educação infantil mencionando
teóricos que defendem que as experiências são estruturantes no
desenvolvimento e aprendizagem e na constituição dos sujeitos, como
Jorge Larrosa e John Dewey. Utilizou exemplos de práticas
pedagógicas que vivenciou ou estudou como pesquisadora e consultora,
para tratar do que pode ter ou não significado para as crianças,
instigando os participantes a refletirem. Sobre a versão final da
Base, elaborada pelo MEC e enviada ao Conselho Nacional de Educação,
avaliou que no caso da educação infantil, diferente do que ocorreu
com o ensino fundamental, não houve tantas alterações e que muitas
delas visaram “enxugar o texto” transformando-o para um estilo
dominante nos documentos normativos. Nas alterações realizadas pelo
MEC apontou problemas como os dos campos de experiências “Corpo,
gestos e movimentos” e “Escuta, fala, pensamento e imaginação”,
reduzido na versão final a “Oralidade e Escrita”. Como havia
sido previsto, Zilma passou que Mônica aprofundasse nas
considerações sobre esse último campo de experiências.
A
professora Mônica Correia iniciou seus comentários discordando de
Zilma de que as alterações realizadas pelo MEC não tenham
acarretado grande mudança. Dos problemas vistos por ela na versão
final, destacou perdas na presença dos bebês na Base, além de uma
visão mais “transmissiva”. Destacou ainda a ausência de
participação dos atores da área, que até então tinham sido
envolvidos, e de transparência na elaboração da versão
encaminhada ao CNE. Tratou, ainda, dos documentos encaminhados ao CNE
que questionam as alterações promovidas na versão final e
solicitam reconsiderações. Reforçou a importância de continuidade
de articulação da área para garantir o que estava na segunda
versão.
No
debate, as questões giraram em torno do conceito de campos de
experiências, a necessidade de que os docentes tenham sensibilidade
às experiências das crianças, os impactos na Educação Infantil
da definição de que a criança deve estar alfabetizada aos 7 anos,
entre outros aspectos.
Pelas palavras de alguns participantes no debate, os aplausos e as conversas ao final, observou-se que houve uma boa avaliação do seminário, justificando outros eventos formadores de aprofundamento nessa e em outras questões da Educação Infantil.
Pelas palavras de alguns participantes no debate, os aplausos e as conversas ao final, observou-se que houve uma boa avaliação do seminário, justificando outros eventos formadores de aprofundamento nessa e em outras questões da Educação Infantil.
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